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sábado, 24 de janeiro de 2015

Hugo Barra fala em trazer a fabricante chinesa Xiaomi para o Brasil (e isso é um ótimo sinal)

Pode ser que a chinesa Xiaomi comece a vender smartphones no Brasil em um futuro não muito distante. Hugo Barra, brasileiro que trabalhou no Android por quase três anos e anunciou sua despedida do Google em agosto do ano passado para ocupar o cargo de vice-presidente global da Xiaomi, comentou no Google+ que conversou com políticos para expandir as operações da fabricante para o Brasil.
Em seu post, o mineiro Hugo Barra afirma ter tido uma conversa na residência oficial da Embaixada do Brasil em Pequim com o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, e o embaixador do Brasil para a China, Valdemar Carneiro Leão, que anteriormente era Subsecretário-Geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty. Sem dar detalhes, Barra afirma que o papo também tratou de “falar em levar a Xiaomi à América Latina começando pelo Brasil”.
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Expandir a empresa para o mercado global foi um dos motivos pelos quais a Xiaomi contratou Hugo Barra. Recentemente, a chinesa colocou seu plano de expansão em prática ao anunciar a venda de dois smartphones com Android em Singapura: o Redmi, um intermediário com processador quad-core de 1,5 GHz e suporte a dois SIM cards, e o flagship Mi 3. Ambos rodam uma ROM bastante modificada do Android, a MIUI.
Xiaomi Mi 3, o topo de linha que não custa os olhos da cara
Xiaomi Mi 3, o topo de linha que não custa os olhos da cara
A Xiaomi faz bastante sucesso na China, onde vende smartphones com ótimas especificações por preços reduzidos. O Xiaomi Mi 3, topo de linha mais recente, tem carcaça com liga de magnésio, chip Snapdragon 800 quad-core de 2,3 GHz (ou Tegra 4 quad-core de 1,8 GHz), 2 GB de RAM, tela IPS de 5 polegadas com resolução 1080p, câmera de 13 MP e bateria de 3.050 mAh. Preço? 1.999 yuans, ou aproximadamente R$ 760, desbloqueado e sem fidelização de operadora. Quer o modelo de 64 GB? Custa o equivalente a R$ 956.
Mas como a Xiaomi consegue vender aparelhos tão baratos? É que a chinesa segue um modelo de negócios semelhante ao adotado pela Amazon nos tablets Kindle Fire e pelo Google na linha Nexus: o hardware é oferecido a um preço mais baixo para que a empresa possa faturar depois vendendo serviços com margens de lucro maiores, conforme esta entrevista de Barra ao AllThingsD.
Claro, é pouco provável que tenhamos aparelhos topo de linha por preços tão baixos no Brasil. No entanto, mesmo na China, os produtos da Xiaomi são significativamente mais baratos que os da concorrência: só para comparar, o Galaxy S4 é vendido por 4.299 yuan (R$ 1.645) e o iPhone 5s custa a partir de 5.288 yuan (R$ 2.024). Vender um competidor por menos da metade do preço parece ótimo, certo?

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